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LeadXone Civilizações antigas comparadas
Comparação lado a lado

Incas e Pérsia Aquemênida: comparação lado a lado

Comparação montada a partir do acervo. As duas fichas seguem a mesma pauta de 21 características, preenchidas e revisadas separadamente.

Composição ilustrativa com terraços recortando uma encosta andina, muralha de blocos encaixados e caminho de pedra subindo entre nuvens em tons de granito e verde-oliva.

Incas

1438 d.C. – 1533 d.C. · Américas

Estado andino que reuniu povos do sul da Colômbia ao centro do Chile por meio de estradas, armazéns e trabalho rotativo, registrando censos e estoques em quipos de nós e…

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Composição ilustrativa com terraço de pedra, colunas altas e relevo de procissão em tons de ocre e azul profundo, evocando a Pérsia Aquemênida.

Pérsia Aquemênida

550 a.C. – 330 a.C. · Ásia

Império formado no planalto iraniano que reuniu sob um mesmo governo povos do Egeu ao Indo, organizado em satrapias, estradas de correio e tributo regular, e desfeito diante das…

Panorama das classificações

Continente

Incas: Américas

Pérsia: Ásia

Classificações distintas

Faixa cronológica

Incas: Depois do ano 1000

Pérsia: Primeiro milênio a.C.

Classificações distintas

Sistema político predominante

Incas: Império centralizado

Pérsia: Império centralizado

Classificações próximas

Extensão aproximada no auge

Incas: cerca de 2.000.000 km²

Pérsia: cerca de 5.500.000 km²

Classificações distintas

Contemporaneidade

Os dois recortes não se sobrepõem: há um intervalo aproximado de 1.768 anos entre o fim de um e o início do outro.

Recortes separados
19 características com respostas distintas 0 características com respostas próximas

Território e cronologia 4 de 4 com respostas distintas

Período histórico

Respostas distintas
Incas

De 1438, expansão sob Pachacuti, a 1533, tomada de Cusco

A data de 1438, associada à vitória de Pachacuti sobre os chancas e ao início da expansão, vem de crônicas coloniais que recolheram listas de governantes transmitidas oralmente e apoiadas em quipos, e comporta divergência de algumas décadas. Datações por radiocarbono em sítios do vale de Cusco sugerem que a consolidação inca começou antes do que indica a versão dinástica. O intervalo adotado aqui termina em 1533, com a tomada de Cusco, embora um estado inca reduzido tenha sobrevivido em Vilcabamba até 1572.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.
Pérsia

550 a.C. a 330 a.C., de Ciro II à conquista macedônia

A contagem usual começa em 550 a.C., quando Ciro II submeteu o reino medo, e termina em 330 a.C., com a morte de Dario III durante a campanha de Alexandre. Entre esses marcos cabem cerca de dez reinados, conhecidos por inscrições reais, tabuletas administrativas e relatos gregos escritos por adversários. As datas de reinado têm margem de um a dois anos, e a reconstituição dos episódios de sucessão, como a subida de Dario I ao trono em 522 a.C., depende de versões oficiais que os próprios reis mandaram gravar.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.

Localização

Respostas distintas
Incas

Andes centrais, do sul da Colômbia ao centro do Chile e Argentina

O Tawantinsuyu, nome que designa as quatro regiões reunidas, estendia-se do sul da atual Colômbia até o rio Maule, no centro do Chile, cobrindo territórios de Equador, Peru, Bolívia e noroeste da Argentina. Reunia desertos costeiros irrigados por rios curtos, vales interandinos, punas acima de 4 mil metros e a borda oriental de floresta amazônica. A articulação entre esses pisos ecológicos, descrita pelos pesquisadores como complementaridade vertical, dava a uma mesma comunidade acesso a produtos de altitudes diferentes.

Pérsia

Planalto iraniano como núcleo, do Egeu ao vale do Indo

O núcleo do império ficava no sudoeste do atual Irã, na região de Parsa, e na vizinha planície da Susiana. A partir daí, o domínio alcançou a Anatólia e a costa do Egeu, a Mesopotâmia, o Levante, o Egito, a Ásia Central e o vale do Indo, reunindo desertos, cadeias montanhosas, estepes e planícies aluviais. Essa amplitude obrigou o governo a lidar com regimes de chuva, línguas e formas de propriedade muito diferentes entre si, e explica a atenção dedicada à administração provincial.

Extensão territorial aproximada

Respostas distintas
Incas

Cerca de 2 milhões de km² ao longo de 4 mil quilômetros de cordilheira

As estimativas de área ficam em torno de 2 milhões de quilômetros quadrados por volta de 1530, com variação entre 1,7 e 2,5 milhões conforme o critério aplicado a fronteiras pouco definidas. O território era estreito e alongado, com cerca de 4 mil quilômetros no eixo norte-sul, o que fazia da rede de estradas o principal instrumento de coesão. Nas bordas amazônica e meridional o controle era intermitente, e a expansão encontrara resistência firme ao sul do Maule.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.
Pérsia

Cerca de 5,5 milhões de km² no reinado de Dario I

As estimativas para o maior alcance territorial, obtido entre os reinados de Dario I e Xerxes I, giram em torno de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, com variação conforme se incluam ou não áreas de controle intermitente, como a Trácia e as províncias do Indo. Fronteiras antigas não eram linhas contínuas: havia zonas de tributo regular, zonas de aliança e faixas de deserto e montanha sem administração direta. Qualquer número, portanto, deve ser lido como ordem de grandeza, não como medida cadastral.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.

Principais cidades

Respostas distintas
Incas

Cusco como centro, mais Tomebamba, Huánuco Pampa e Ollantaytambo

Cusco funcionava como centro político e ritual, com o Coricancha no ponto de convergência das linhas de santuários; as estimativas de população variam de algumas dezenas de milhares na cidade a valores maiores no conjunto do vale, conforme o método. Ao longo das estradas foram implantados centros administrativos planejados, como Huánuco Pampa, com grande praça e centenas de depósitos, e Tomebamba, no norte. Machu Picchu não era cidade, e sim propriedade real ligada a Pachacuti, habitada por algumas centenas de pessoas.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.
Pérsia

Persépolis, Susa, Pasárgada e Ecbátana em uso simultâneo

A corte não tinha capital única: deslocava-se entre Pasárgada, fundada por Ciro II e local de sua tumba, Susa, sede administrativa e de arquivos, Ecbátana, residência de verão nas montanhas, e Persépolis, terraço cerimonial iniciado por Dario I. Babilônia e Sardes funcionavam como centros provinciais de grande peso econômico. Os números de população propostos para esses lugares são reconstituições frágeis, e mesmo para a Babilônia oscilam entre algumas dezenas de milhares e mais de cem mil habitantes.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.

Poder e sociedade 3 de 3 com respostas distintas

Forma de governo

Respostas distintas
Incas

Sapa Inca, panacas reais e quatro suyus sob curacas locais

O Sapa Inca governava como descendente do Sol, apoiado numa nobreza cusquenha organizada em panacas, linhagens que conservavam os bens e a múmia de cada governante morto. Essa regra de herança dividida deixava o novo soberano sem o patrimônio do antecessor, o que é apontado como um dos motores da expansão contínua. O território dividia-se em quatro suyus, e a administração combinava funcionários incas com curacas locais mantidos no cargo, cuja lealdade era assegurada por casamentos, presentes e pela educação dos filhos em Cusco.

Pérsia

Realeza única sobre satrapias com sátrapa, tesoureiro e guarnição

O rei concentrava a autoridade última e apresentava-se nas inscrições como escolhido por Aúra-Masda para manter a ordem entre povos diversos. O território foi dividido por Dario I em satrapias, unidades provinciais chefiadas por um sátrapa, com tesoureiro e comandante militar frequentemente nomeados à parte, de modo que as funções se controlassem mutuamente. Cada satrapia devia tributo fixo em prata ou em produtos, e inspetores enviados pela corte percorriam as províncias para verificar contas e lealdades.

Organização social

Respostas distintas
Incas

Ayllu de base parental, contagem decimal, yanakuna e aqllakuna

A célula básica era o ayllu, grupo de parentesco que reivindicava ancestral comum e detinha terras de uso coletivo, com obrigações mútuas de trabalho. Sobre essa base o estado montou uma contabilidade decimal de unidades domésticas, agrupadas em conjuntos de cem, mil e dez mil, que servia ao recenseamento e à convocação de mão de obra. Fora dessa estrutura estavam os yanakuna, servidores permanentes desligados de seu ayllu, e as aqllakuna, mulheres selecionadas para tecer, preparar chicha e servir aos cultos.

Pérsia

Nobreza persa, elites provinciais mantidas e trabalho pago em ração

No topo estavam as grandes famílias persas e medas, ligadas ao rei por parentesco, serviço militar e concessão de terras. Abaixo delas, elites locais conservaram cargos, templos e patrimônios nas regiões incorporadas, o que dava ao império o caráter de acordo permanente entre a corte e os poderes provinciais. As tabuletas administrativas de Persépolis registram milhares de trabalhadores deslocados por obra ou tarefa, homens e mulheres, remunerados em rações de cevada, vinho e carneiro, com valores diferenciados por qualificação e por cargo.

Organização militar

Respostas distintas
Incas

Exército de mit'a rotativa apoiado em estradas e depósitos

Os exércitos formavam-se por convocação rotativa nas províncias e eram comandados por parentes do Sapa Inca, apoiando-se em estradas, depósitos e tampus para deslocar e alimentar grandes contingentes. As armas principais eram fundas, maças de cabeça estrelada, lanças e propulsores, com proteção de algodão acolchoado. Fortalezas como Sacsayhuamán, em Cusco, e Ollantaytambo somavam função militar e cerimonial. Os efetivos citados pelos cronistas alcançam dezenas de milhares de homens e são estimativas registradas décadas depois dos fatos.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.
Pérsia

Arqueiros de escudo de vime, cavalaria e contingentes das satrapias

O exército reunia um núcleo permanente de guardas de elite, que Heródoto descreve como corpo de dez mil homens sempre recompletado, e contingentes recrutados nas satrapias conforme a campanha. A infantaria persa combinava arco e lança com escudo de vime, tática eficaz contra tropas leves e mais frágil diante da falange pesada grega. A cavalaria era arma de prestígio e a frota dependia de esquadras fenícias, cipriotas, egípcias e jônicas. Os efetivos transmitidos por autores gregos para as invasões da Grécia são reconhecidamente exagerados: reconstituições atuais trabalham com dezenas de milhares de homens.

Valores aproximados, reconstituídos a partir de evidências parciais.

Economia e subsistência 3 de 3 com respostas distintas

Economia

Respostas distintas
Incas

Redistribuição estatal por trabalho rotativo, sem mercado monetário

O estado inca cobrava trabalho, não mercadoria: cada ayllu cedia turnos de mão de obra, a mit'a, e a produção obtida nas terras do Sol e do Inca abastecia os armazéns. Não circulava moeda e não havia mercado generalizado no núcleo andino, embora existissem comerciantes especializados no litoral norte e no atual Equador. O tecido fino, chamado cumbi, era o principal bem de prestígio distribuído pela administração. A relação se enquadrava como reciprocidade: quem trabalhava recebia comida, chicha e festa oferecidas em nome do Inca.

Pérsia

Tributo provincial em prata, tesouros palacianos e cunhagem do dárico

A receita vinha de tributo anual fixado por satrapia, de rendas de domínios reais e de taxas sobre circulação e portos. Parte do fluxo era recolhida em metal pesado e guardada em tesouros palacianos, o que retirava prata de circulação e é apontado como um dos limites do sistema. Dario I estabeleceu a cunhagem imperial com o dárico de ouro e o siglo de prata, moedas usadas sobretudo no oeste, enquanto na Mesopotâmia e nas províncias orientais seguiam predominando pagamentos em prata pesada e em espécie.

Agricultura

Respostas distintas
Incas

Andenes irrigados, camélidos e conservação de tubérculos por geada

Os andenes, terraços com camadas internas de pedra, cascalho e terra que drenam a água e retêm calor, permitiram cultivar encostas íngremes e ampliar a área servida por canais de pedra. Em torno do lago Titicaca funcionavam camalhões cercados de água, e nas punas criavam-se lhamas e alpacas, fonte de fibra, carne, adubo e transporte de carga. Entre centenas de variedades de batata e de milho, a conservação era resolvida pelo chuño: tubérculos expostos à geada noturna e ao sol, pisados para retirar a água e guardáveis por anos.

Pérsia

Cereais de chuva de inverno e irrigação por galerias de qanate

Nas terras altas, o cultivo dependia da chuva de inverno e da irrigação por qanates, galerias levemente inclinadas que conduzem água de lençóis de encosta até os campos com pouca perda por evaporação. Nas planícies da Mesopotâmia e do Egito, o império herdou e manteve sistemas de canais já consolidados. Cevada, trigo, tâmara, videira e árvores frutíferas apareciam ao lado de jardins murados de caça e recreio, designados por um termo iraniano que passou ao grego e está na origem da palavra paraíso.

Comércio

Respostas distintas
Incas

Circulação por obrigação estatal e trocas verticais entre pisos

A circulação de bens seguia sobretudo canais estatais: produtos subiam e desciam pelas estradas até os depósitos e eram redistribuídos conforme decisão administrativa. Em paralelo, comunidades mantinham colônias permanentes em outros pisos ecológicos para obter milho, coca, sal e peixe seco sem depender de troca com estranhos. A concha Spondylus, obtida em águas quentes do litoral equatoriano e muito valorizada no ritual, chegava por navegação em balsas de tronco, embarcações que os primeiros europeus encontraram carregadas de tecidos e metais.

Pérsia

Rotas terrestres guarnecidas entre Egeu, Mesopotâmia e Ásia Central

A unificação política de um espaço muito extenso reduziu barreiras internas e favoreceu o trânsito de lã, tecidos, metais, pedras semipreciosas, produtos aromáticos e cavalos. Estradas mantidas pelo estado, guarnições em passagens de montanha e o uso do aramaico na correspondência facilitaram contratos entre regiões distantes. Por mar, frotas fenícias e gregas ligavam o Levante ao Egeu, e uma expedição enviada por Dario I teria reconhecido a rota do Indo ao golfo Pérsico e ao mar Vermelho, segundo relato transmitido por Heródoto.

Cultura, crença e saber 4 de 4 com respostas distintas

Sistema de escrita

Respostas distintas
Incas

Quipos de nós como registro contábil e possivelmente narrativo

O registro administrativo era feito em quipos: conjuntos de cordões pendentes em que a posição, o tipo e o número de nós codificam valores em base decimal, enquanto cor, torção e forma de amarração acrescentam informação. Esse sistema dava conta de censos, turnos de trabalho, estoques de armazém e prestação de contas em escala continental, e havia especialistas encarregados de produzir e ler os cordões, os quipucamaios. Cronistas relatam também recitação de histórias e de leis apoiada em quipos, e a pesquisa atual investiga registros não numéricos nos exemplares conservados.

Pérsia

Cuneiforme persa antigo nos monumentos e aramaico na chancelaria

As inscrições reais empregavam um cuneiforme criado para o persa antigo, com pouco mais de trinta sinais, quase sempre acompanhado de versões em elamita e em babilônio. A inscrição que Dario I mandou abrir no rochedo de Beistum, redigida nessas três línguas, foi decisiva para a decifração moderna do cuneiforme no século XIX. No dia a dia, porém, a administração corria em elamita nos arquivos de Persépolis e, de forma crescente, em aramaico escrito com tinta sobre couro e papiro, adotado como língua de chancelaria em todo o império.

Religião

Respostas distintas
Incas

Inti, Wiraqucha e as wakas ligadas por linhas ceque em Cusco

Inti, o Sol, encabeçava o culto oficial, ao lado de Wiraqucha, associado à criação, e de Illapa, ao raio; a terra era honrada como Pachamama. Cusco organizava seus santuários, as wakas, ao longo de linhas chamadas ceques que partiam do Coricancha, sistema descrito no século XVI com mais de trezentos pontos entre nascentes, rochas e edifícios. As múmias dos governantes eram cuidadas, alimentadas e consultadas. Nos ritos de capacocha, crianças eram levadas a cumes elevados, prática comprovada por achados em vulcões como o Llullaillaco.

Pérsia

Aúra-Masda invocado pela corte, com cultos locais mantidos ativos

As inscrições reais atribuem a Aúra-Masda a concessão do trono e a vitória sobre a desordem, vocabulário próximo do que a tradição zoroastriana viria a fixar. A datação de Zaratustra é objeto de longa controvérsia: argumentos linguísticos o situam entre o segundo e o início do primeiro milênio a.C., enquanto uma tradição posterior o aproxima do século VI a.C., e nenhuma inscrição aquemênida o menciona. A corte sustentava ainda santuários de outras divindades e, como política de governo, financiou a restauração de templos na Babilônia, no Egito e em Jerusalém.

Arte

Respostas distintas
Incas

Têxteis cumbi, cerâmica aríbalo e miniaturas de prata e concha

O tecido era o bem mais valorizado: o cumbi, feito com fibra de vicunha e de alpaca por tecelãs especializadas, servia de presente diplomático, de insígnia e de oferenda queimada. Padrões geométricos em quadrados, chamados tocapu, aparecem em túnicas e seguem sem leitura consensual. A cerâmica tem no aríbalo, jarro de base cônica e alças laterais, sua forma mais reconhecível, e miniaturas de ouro, prata e Spondylus acompanhavam as oferendas de altitude. Os queros, copos de madeira, ganharam cenas pintadas no período colonial.

Pérsia

Relevo de procissão em pedra e ourivesaria de animais estilizados

As escadarias de Persépolis conservam longas faixas de relevo com delegações que levam tecidos, vasos, animais e metais à corte, dispostas em ritmo regular e com atenção aos trajes e penteados de cada povo. A modelagem pouco profunda e a repetição controlada das figuras produzem efeito de ordem, adequado à mensagem política do conjunto. Em escala menor, a ourivesaria trabalhou pulseiras, rítons e placas com grifos, íbices e leões, peças reunidas em acervos como o chamado tesouro do Oxus. Painéis de tijolo vitrificado vindos de Susa mostram arqueiros e leões em cores vivas.

Conhecimento científico

Respostas distintas
Incas

Contagem decimal por nós, ceques solares e agronomia de altitude

A administração operava com contagem decimal registrada em nós, o que permitia recensear populações inteiras e planejar turnos de trabalho com antecedência. Em Cusco, pilares no horizonte marcavam pontos de nascer e pôr do sol em datas-chave, orientando o calendário agrícola e as festas; o tabuleiro de contas chamado yupana é conhecido por descrições e por exemplares cuja forma de uso ainda se discute. Crânios andinos com trepanação apresentam altas taxas de cicatrização, sinal de prática cirúrgica repetida e transmitida ao longo de séculos.

Pérsia

Astronomia babilônica sustentada pelo estado e medidas padronizadas

O império não produziu uma tradição científica própria e unificada, mas manteve e financiou centros de saber já existentes. Na Babilônia, escribas continuaram a registrar diários astronômicos com posições de planetas, eclipses e preços de mercadorias, série de observações que se estende por séculos e alimentou depois a astronomia grega. A administração padronizou pesos, medidas de capacidade e um calendário lunissolar de origem babilônica, e médicos de várias procedências circulavam pela corte, conforme relatos gregos que pedem leitura cautelosa.

Construção e técnica 3 de 3 com respostas distintas

Arquitetura

Respostas distintas
Incas

Cantaria de encaixe sem argamassa, trapézios e planejamento em kancha

A cantaria inca ajustava blocos sem argamassa, com faces trabalhadas até o encaixe: experimentos nas pedreiras de Ollantaytambo mostraram que a modelagem era feita por percussão com martelos de pedra mais dura, seguida de tentativas sucessivas de assentamento até fechar as juntas. Portas, nichos e janelas trapezoidais e paredes levemente inclinadas para dentro são marcas do estilo, organizado em recintos fechados chamados kancha. O bom desempenho dessas paredes em terremotos decorre de geometria, atrito entre faces e distribuição de massa.

Pérsia

Terraços elevados e salas hipostilas com capitéis de touros gêmeos

O repertório aquemênida combinou terraços de pedra aparelhada, escadarias com relevos, portais monumentais e salas hipostilas de planta quadrada, como a apadana de Persépolis, sustentada por dezenas de colunas altas e esbeltas com capitéis em forma de touros ou leões geminados. A carta de fundação do palácio de Susa, mandada gravar por Dario I, enumera materiais e artesãos vindos de várias províncias, o que indica uma linguagem arquitetônica montada deliberadamente com equipes de origens diversas. Em Pasárgada, a tumba atribuída a Ciro II adota forma bem mais sóbria, de câmara sobre plataforma escalonada.

Tecnologia

Respostas distintas
Incas

Pedreiras, rampas de arraste e pontes de fibra refeitas a cada ano

Nas pedreiras de Kachiqhata, acima de Ollantaytambo, blocos abandonados ao longo de rampas revelam o trajeto de arraste, o uso de alavancas e a existência de grandes turnos de trabalho coordenado. As pontes suspensas eram trançadas em fibra de ichu e refeitas todos os anos pelas comunidades responsáveis, prática que continua na ponte de Q'eswachaka, sobre o rio Apurímac. A metalurgia dominava ouro, prata, cobre e ligas de bronze com arsênio e com estanho, empregadas em cinzéis, alfinetes de manto e facas cerimoniais.

Pérsia

Qanates, pontes de barcas, canal do Nilo ao mar Vermelho e correio montado

Entre as obras de engenharia do período estão a difusão dos qanates para captação de água, o canal concluído por Dario I entre o Nilo e o mar Vermelho, registrado em estelas com texto em persa antigo e em egípcio, e o corte de um canal na península de Atos, cujo traçado foi confirmado por prospecção geofísica. Nas campanhas, o exército montou pontes de barcas sobre estreitos e rios largos. O correio com postos de muda ao longo das estradas permitia que uma ordem percorresse em poucos dias um trajeto que um viajante comum levava cerca de três meses para completar.

Realizações

Respostas distintas
Incas

Integração de povos diversos por estrada, censo e depósito estatal

O Qhapaq Ñan, com dezenas de milhares de quilômetros de estradas, escadarias, calçamentos e pontes, articulava regiões separadas por cordilheiras, com tampus a cada jornada e chasquis que se revezavam em corrida para levar mensagens e encomendas. A rede de armazéns permitia estocar alimento, lenha e tecido em volume suficiente para abastecer exércitos e socorrer regiões atingidas por má colheita. Somam-se a isso o deslocamento planejado de populações, os mitmaqkuna, e a difusão do quéchua como língua geral da administração.

Pérsia

Governo de povos diversos por satrapias, estradas e língua de chancelaria

A contribuição mais durável foi institucional: um modelo capaz de administrar povos com línguas, cultos e direitos próprios sem exigir uniformidade cultural, apoiado em satrapias, arquivos, tributo calculado e uma língua comum de chancelaria. A esse arranjo somam-se a rede viária com correio regular, a cunhagem imperial, o conjunto monumental de Persépolis e a inscrição de Beistum, que serviu de chave para a leitura do cuneiforme. O cilindro de Ciro, redigido em babilônio, documenta a estratégia de apresentar a conquista como restauração de cultos locais, e não deve ser lido como declaração de princípios no sentido atual.

Trajetória posterior 2 de 2 com respostas distintas

Declínio

Respostas distintas
Incas

Guerra entre Huáscar e Atahualpa seguida da invasão de 1532

A morte de Huayna Capac, por volta de 1528, provavelmente numa epidemia chegada antes dos europeus, abriu uma guerra de sucessão entre Huáscar, sediado em Cusco, e Atahualpa, apoiado pelo exército do norte. Atahualpa levava vantagem quando foi capturado em Cajamarca, em novembro de 1532, e executado no ano seguinte, apesar do resgate reunido. Cusco caiu em novembro de 1533, com adesão de grupos hostis a Atahualpa, como cañaris e huancas; a rebelião de Manco Inca cercou a cidade em 1536 e recuou para Vilcabamba.

Pérsia

Revoltas de sátrapas e derrota militar diante de Alexandre

O século IV a.C. foi marcado por disputas de sucessão, mortes violentas na corte e revoltas de sátrapas no oeste, além da perda temporária do Egito, retomado por Artaxerxes III. Quando Alexandre atravessou para a Ásia em 334 a.C., o império ainda dispunha de grandes recursos, mas foi derrotado nas batalhas do Granico, de Isso e de Gaugamela. Persépolis foi tomada e incendiada em 330 a.C., e Dario III morreu assassinado por um de seus próprios comandantes durante a fuga, o que encerrou a dinastia.

Influência histórica

Respostas distintas
Incas

Quéchua e aimará vivos, ayllu, andenes e Qhapaq Ñan em uso

O quéchua e o aimará seguem falados por milhões de pessoas nos Andes, e instituições de trabalho recíproco como o ayni e a minka continuam em uso em comunidades rurais. Terraços de origem inca ainda produzem, e a diversidade de batatas conservada por agricultores andinos alimenta programas atuais de melhoramento. Machu Picchu e o Qhapaq Ñan integram a lista de patrimônio mundial, e a memória do Tawantinsuyu foi mobilizada politicamente já no século XVIII, na rebelião liderada por Túpac Amaru II.

Pérsia

Modelo administrativo retomado por selêucidas, partas e sassânidas

As estruturas provinciais, as rotas e boa parte do pessoal administrativo passaram quase intactos ao domínio macedônio e depois aos reinos selêucidas, e o vocabulário de realeza iraniana foi retomado por partas e sassânidas. A imagem da Pérsia chegou ao Ocidente sobretudo por autores gregos que escreviam do ponto de vista de adversários, o que por muito tempo condicionou a leitura do período. A publicação sistemática das tabuletas de Persépolis e das inscrições reais reequilibrou esse quadro nas últimas décadas.

Esta combinação foi montada a partir das duas fichas e ainda não recebeu texto de contexto próprio. As comparações com introdução, contexto e considerações finais estão reunidas em comparações recomendadas.

Referências

Fontes consultadas nas duas fichas

Incas

  • Historic Sanctuary of Machu Picchu — documentação do sítio UNESCO — Patrimônio Mundial Consultar a referência
  • The Inka Empire: A Multidisciplinary Approach University of Texas Press, 2015
  • Variations in the Expression of Inka Power Dumbarton Oaks Research Library and Collection, 2007
  • Coleção de têxteis, cerâmica e ourivesaria do antigo Peru Museo Larco, Lima
  • Andean art — ensaios do Heilbrunn Timeline of Art History The Metropolitan Museum of Art Consultar a referência

Pérsia Aquemênida

  • Cilindro de Ciro e coleções do antigo Irã The British Museum Consultar a referência
  • Ancient Iran — ensaios do Heilbrunn Timeline of Art History The Metropolitan Museum of Art Consultar a referência
  • Antiguidades orientais: Susa e o mundo aquemênida Musée du Louvre
  • The Cambridge History of Iran, volume 2: The Median and Achaemenian Periods Cambridge University Press, 1985
  • The Oxford Handbook of Ancient Iran Oxford University Press, 2013
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